A cidade da minha escrita

 

A cidade constrói palavras… assombro de cal e cimento.

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São Paulo me assustava… eu queria mesmo era fugir daqui. Até que aprendi sua linguagem.

Neste diálogo, contei com a ajuda dos artistas de rua, daqui e do mundo todo, com seu grafite, suas danças, suas músicas. Criei a Tempestade Urbana, a que se somaram vários colaboradores. Hoje, somos um grupo voltado a promover a arte. Gente que precisa cantar, dançar, fazer poesia, música, esculturas, cinema… para voltar a respirar num cenário tão hostil.

Somos de várias gerações, de vários lugares, com visões múltiplas – como deve ser!

Advogados, professores, editores, dentistas, médicos, escritores, jornalistas, psicólogos, palhaços, economistas, comerciantes, Djs, artistas gráficos, estudantes, grafiteiros, bancários, artesãos, agricultores, pais e mães que pintam, que sonham, que amam.

Somos um grupo em formação. Artistas mambembes. Gente com vontade de deixar a vida mais quente, mais bonita e iluminada.

Um espaço que é de todos… de gente que arranca música do asfalto e alegria dos muros… é o espaço de gente que divide e multiplica… de gente que sonha.

Argemiro, o Puf Capitão Caverna, é um dos meus parceiros neste autoconhecimento. A ele, meu agradecimento e homenagem!

 


Diário das 4 estações: a construção da primavera
Ed. Scenarium.

Sim, eu também escrevo diário

Deixo acontecimentos me imprimirem. Registrar é se deixar abraçar pela passagem do tempo!

Diário das 4 estações: a construção da primavera

“Diário das quatro estações: a construção da primavera”. Notas, temas diversos em que a metáfora do clima marca o humor da personagem… E é desde este tempo e de seu impacto, que ela contará suas impressões, durante um percurso pelas quatro estações do ano: o crescimento emocional a partir de erros e, também, dos grandes ou pequenos acertos da nossa vida diária.

Adriana Aneli