— A LEITURA QUE FAÇO DE MIM MESMA

capivara

Recuar. Não deixa de ser uma tática.

Neste tempo hostil, leio a mim mesma com alguma cautela. Há esta tristeza coletiva e a fúria cínica que dá a meu outubro um traço de melancolia.

Censura. Moral. O certo. O errado. As pessoas de bem… a vida que segue entrincheirada, enquanto nossos pés de barro derretem em botas de guerra – não nos incomoda nos outros questões mal resolvidas em nós mesmos?

Mergulhar para além do texto e deixar transbordar emoções. Transformar a arte em diálogo, romper a preguiça – nossa quarta parede. São planos.

Outubro é meu mês de recolhimento. É preciso tempo para gestar mudanças e silêncio para encontrar palavras que façam algum sentido. A partir delas, reconstruir meu mundo, criar personagens, dar a eles voz e possibilidades que se calam em minha garganta, porque ainda não chegou a hora.